Queridos amigos e amigas, fizemos esse blog no intuito de permitir a todos aqueles que o acessarem, que tenham uma mensagem de fé, esperança, sabedoria, discernimento e amor, que possa assim, levá-los a refletir sobre suas vidas e de suas famílias e dessa forma cresça em cada um, a esperança de mudança para uma vida melhor e mais feliz.
Pedimos a Deus, que através do Seu Divino Espírito Santo, ilumine a cada um de vocês e dessa forma cada mensagem aqui, se torne útil e eficaz.


Fiquem com Deus !

Do amigo,
José Vicente Ucha Campos

jvucampos@gmail.com

Vale ressaltar que as mensagens aqui postadas são de divulgação corrente na internet e que em sua grande maioria não consegui identificar seus autores.
Aos amigos(as) que quiserem colaborar conosco nos enviando mensagens para que possamos colocá-las no blog e assim permitir que todos possam partilhar desses momentos mágicos de reflexão, nós agradecemos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A QUEM AMAMOS...

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietnã.
Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e lhes disse:
- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a lhes pedir.
- Claro meu filho, peça o que quiser!
- Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.
- Claro meu filho, nos adoraríamos conhece-lo!!!!
- Entretanto, há algo que vocês precisam saber. Ele foi ferido na ultima batalha que participamos. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir. Pôr isso, eu quero que ele venha morar conosco.
- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranquilamente!
- Não, eu quero que ele venha morar conosco!
- Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo...
Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.
Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio.
Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para identificar o corpo do filho.
Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam:
O filho deles tinha apenas um braço e uma perna.
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Comentário do Blog:
Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou "espertas" como nós acreditamos que somos.
Ainda bem que existe alguém que não nos trata assim.
Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família, sejamos nós como formos. Pois esse alguém só olha o coração e não as aparências.
Esta noite, antes de nos recolhermos, façamos uma pequena prece para que DEUS nos dê a força que precisamos para aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos, a compreender aqueles que são diferentes de nós.
Há um dom milagroso chamado AMOR, que mora em nosso coração. Você não sabe como ele acontece ou quando surge. Mas, você sabe que este sentimento especial aflora. Aí você percebe que o AMOR é o presente mais precioso de Deus.
Percebe que ele lhe foi dado gratuitamente por Deus, e que você deve dá-lo gratuitamente a todos, assim como Deus o deu a todos, independemente de raça, cor, situação financeira, religião, estudo, aparência ou cargo. Simplesmente ele só precisa de uma coisa, de um coração aberto e bondoso.
Por isso ame a todos sem distinção, pois se isso houver, não é amor.

QUANDO ME TORNEI INVISÍVEL

Já não sei em que data estamos, lá em casa não há calendários e na minha memória as datas estão todas misturadas. Recordo-me daquelas folhinhas grandes, uns primores, ilustradas com imagens de santos que colocávamos do lado da penteadeira.
Já não há nada disso. Todas as coisas antigas, foram desaparecendo, e sem que ninguém desse conta, eu me fui apagando também.
Primeiro, me trocaram de quarto, pois a família cresceu. Depois, me passaram para outro menor ainda, com a companhia das minhas bisnetas. Agora, ocupo um desvão que está no pátio de trás.
Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram e todas as noites por ali circula um ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas. Mas tudo bem...
Desde muito tempo tinha intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis e quando o encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde o tinha posto.
Na minha idade as coisas se perdem facilmente. (...) Noutra tarde, dei-me conta que minha voz também tinha desaparecido.
Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos, não me respondem. Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando alerta o que dizem. Às vezes, intervenho na conversação, segura de que o que vou lhes dizer (...) vai ser de grande utilidade.
Porém, não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então, cheia de tristeza, me retiro para o meu quarto e vou beber minha xícara de café. E faço assim de propósito para que compreendam que estou aborrecida, para que se dêem conta que me entristecem, e venham buscar-me e me peçam perdão... Porém, ninguém vem...
Quando meu genro ficou doente, pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil, lhe levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei a esperar que tomasse, mas ele estava vendo televisão, e nem um só movimento me indicou que se dera conta da minha presença. O chá pouco a pouco foi esfriando e junto com ele, meu coração.
Então, noutro dia lhes disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender. Meu neto menor disse: "Ainda estás viva vovó?", eles acharam tanta graça. (...)
Três dias estive chorando no meu quarto até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar umas rodas velhas e nem um "bom dia" me deu.
Foi então quando me convenci de que sou invisível... parei no meio da sala para ver se, me tornando um estorvo, me olhavam, porém, minha filha segui varrendo sem me tocar, os meninos correram em minha volta de um lado para o outro sem tropeçar em mim.
Um dia, vi os meninos agitados e vieram me dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente, fazia tanto tempo que eu não saía e mais ainda, ia ao campo!
No sábado, fui a primeira a levantar-me. Quis arrumar as coisas com calma, nós, os velhos, tardamos muito em fazer qualquer coisa, assim, adiantei meu tempo para não atrasá-los.
Rápido, entravam e saíam de casa correndo e levavam as bolsas e brinquedos para o carro.
Eu já estava pronta e muito alegre, permaneci no saguão a esperá-los. Quando me dei conta, eles já tinham partido e o carro desapareceu envolto em algazarra, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não coubesse no carro ou porque meus passos são lentos impediriam que todos os demais caminhassem a seu gosto pelo bosque. Senti claro como meu coração se encolheu e a minha face ficou tremendo como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar.
Eu os entendo, eles vivem o mundo deles. Riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam e eu, já nem sinto mais o gosto de um beijo. Antes beijava beijava os pequeninos, era um prazer enorme, tê-los em meus braços como se fossem meus. Sentia (...) sua respiração doce bem perto de mim(...).
Porém, um dia, minha neta Laura que acabara de ter um bebê disse que não era bom que os anciãos beijassem os bebês, por questões de saúde...
Desde então, já não me aproximo deles, não quero lhes passar algo mau por minhas imprudências. Tenho tanto medo de contagiá-los, eu os bendigo a todos e os perdôo porque que culpa têm os pobres de que eu tenha me tornado invisível?
Mensagem retirada do Blog: http://antoniojosesa.blogspot.com/
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Comentário do Blog:
Sem comentários.

EU SÓ QUERIA A MINHA MÃE...

Certa noite eu estava com muita febre e quis falar com Jesus, mas Ele me disse:
- Agora estou muito ocupado!
- É urgente – eu disse - trata-se de minha mãe!
- Calma ...agora não posso – respondeu Ele suavemente.
Entre chocado e desapontado eu bradei:
- Está bem! Com quem posso falar então?
- Comigo, mas não agora que estou tão ocupado.
Eu, doente e febril, tive que me conformar e aguardar o momento “certo” para falar com Ele. Sozinho naquela cidade estranha, tudo que eu queria era o abraço de minha mãe, naquele momento tão distante de mim.
A febre deve ter elevado tanto que adormeci.
Tive sonhos confusos e agitados onde eu me via sendo envolvido pelos braços amorosos de minha mãe. Quando acordei, ensopado de suor eu me sentia maravilhosamente bem. Tinha desaparecido a febre e toda aquela sensação de abandono.
Lembrei-me que havia chamado por Jesus, mas não sabia exatamente se fora um delírio ou se ele falara comigo realmente. Arrisquei, sentindo-me patético, a chamá-Lo de novo:
- Senhor! Agora é possível, só responder-me a uma pergunta?
Para minha surpresa, eu ouvi:
- Sim, o que você quer?
- Era só para saber se realmente falei com o Senhor. Agora não quero mais nada, já estou bem. Quando O chamei, eu ia pedir-lhe que me trouxesse a minha mãe, mas o Senhor estava muito ocupado para atender ao meu chamado. Sonhei com ela e isso foi o bastante para curar-me.
- Sim, Eu estava muito ocupado atendendo alguém que tinha mais urgência: Eu estava escutando sua mãe, que me pedia para cuidar de você.
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Comentário do Blog:
Cada mãe age muitas vezes como Nossa Senhora, intercede constantemente diante de Jesus pelos filhos. Não demonstra a preocupação, pois tem que ser forte para encorajar a família a caminhar. Mas, sempre estará pedindo por seus filhos.
Assim também, os filhos, devem ter a atitude de João quando Jesus lhe entregou Maria e ele na sua simplicidade a acolheu com toda dedicação.
Jesus também nos entregou a Sua própria Mãe para que tomássemos conta dela e ela nos preparasse para Ele.
Por isso, nunca se esqueça dela: Nossa Senhora, a Mãe de Deus, a nossa Mãezinha querida!

O ECO

Sabemos que as crianças, geralmente, são muito curiosas e vivem tentando descobrir novidades. Um garoto da cidade não tinha experimentado o som que produz eco. Certo dia se encontrava brincando num vale cercado de montanhas perto da casa de seus avós e teve a impressão de não estar ali sozinho. Gritou fortemente em tom amedrontado, agressivo e pensando em fugir:
- Quem está aí?
Percebeu surpreso que ouvia as mesmas palavras no vale. Pensava que alguém se escondia para assustá-lo. Ficou inseguro e insistiu com mais força:
- Quem está aí?
Ouvia outra vez uma voz assombrosa: quem está aí? O menino ficou chateado com quem supostamente repetia suas próprias palavras e não hesitou:
- Você é um chato!
E a voz misteriosa repetia suas palavras. O garoto acabou tão irritado que insinuava expressões cada vez mais fortes contra o aparente desconhecido. Esse temido, por força do eco, retratava fielmente as injúrias. O jovenzinho resolveu correr em todas as direções para tentar encontrar seu rival e não encontrou ninguém naquele vale. Foi para casa dos avós e queixou-se com eles acerca de um menino que se escondera para lhe assustar e injuriar. Sua avó percebeu a incompreensão do neto e respondeu:
- Está enganado, meu netinho! Você ouviu sua própria voz que ecoou no vale. Eram suas aquelas palavras duras e feias. Se dissesse palavras amáveis e serenas ouviria termos de afeição e ficaria satisfeito. Mas suas palavras destinadas ao outro fizeram doer seu coração porque eram palavras que você não desejaria ouvir de ninguém. Portanto, não devemos dizer aos outros...
De modo semelhante acontece na vida. As vezes nos comportamos com as demais pessoas de uma forma que consideramos insuportável. É o “eco” de nosso próprio agir e falar com os irmãos. Nossa conduta, muitas vezes, condiciona o tratamento dos outros e reproduz nossa insatisfação e rejeição.
Pe.Alexandre
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Comentário:
Se formos educados e afetuosos com quem nos relacionamos, as chances de sermos bem tratados é muito maior. E esse tipo de atitude serve de exemplo e testemunho cristão. Veja no Evangelho de Lucas, capítulo 6.
Generosidade, educação e amabilidade são valores que parecem esquecidos. A razão de nosso pensar e agir é Cristo. Ele foi ao encontro das pessoas e não reagiu de acordo com a forma que muitas vezes foi tratado. Até na cruz, acontecimento que marcou a rejeição dos homens, ele foi amável e perdoou. Se o que há de bom em nós damos aos outros, esses bens se multiplicam. “Há mais felicidade em dar do que receber” (Atos 20,35).
No Evangelho encontramos atitudes generosas: aquele que se desprendeu de seu pães e seu peixes; o óbulo da viúva; a mulher do frasco de perfume; Nicodemos e José de Arimatéia; Os magos do oriente e os pastores...
Alguns foram intransigentes: o jovem rico apegado; os leprosos incapazes de retornar para agradecer; os moradores de Belém que não acolheram em suas casas Maria e José na noite santa...
Temos valores para serem dispostos porque tudo é graça de Deus.
O que estamos disponibilizando hoje? Que dom recebemos e estamos dando aos outros? O carinho? A atenção? O tempo? Recursos materiais? Tesouros espirituais? Compreensão? Fé rezada e vivida? Exemplos no pensar, falar e agir?
Na segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 9 está escrito: “Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com largueza também colherá com largueza”.
Semeie Amor e veja como irá ecoar.
Pe. Alexandre

O FILHO

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte. Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael.
Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente mas morreu na batalha, quando resgatava a vida de um outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.Um mês mais tarde, alguém bateu na porta... era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo:
- O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida, ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo assim, instantâneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pela arte.
O rapaz estendeu os braços para entregar-lhe a tela:
- Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que
o senhor recebesse isto.
O senhor, em seguida, abriu a tela.
Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu pagar-lhe pela pintura.
- Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim, essa tela é um presente.
Ele colocou a tela a frente de suas grandes obras de arte, e cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente compareceu, com grandes expectativas de comprar as verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava também o retrato do filho.
O leiloeiro bateu seu martelo para dar ínicio ao leilão:
- Começaremos o leilão com a obra “O FILHO”.
Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro? Apregoa o leiloeiro.
Um grande silêncio...
Então um grito do fundo da sala se fez ouvir:
- Queremos ver as pinturas famosas!!! Esqueça-se desta!!!!
- Manifesta-se a platéia.
Entretanto, o leiloeiro insistiu... Alguém oferece algo por essa pintura? R$100,00? R$200,00?
Mais uma vez outra voz:
- Não viemos por essa pintura, viemos por Van Gogh, Picasso,..Vamos as ofertas de verdade”...
- Mesmo assim o leiloeiro continuou...
- Quem leva “O FILHO” ?
Finalmente, uma outra voz, quase inaudível, no fundo da sala:
- Eu dou R$10,00 pela pintura. A oferta era de um velho jardineiro da casa. Sendo ele um homem muito pobre era o único dinheiro que podia oferecer.
- Temos R$10,00! quem da R$20,00?
- gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a obra “O Filho”, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo.
- dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendida por R$10,00!!! Para aquele senhor no fundo da sala.
- Agora vamos começar logo com a coleção
- gritou um dos presentes -
O leiloeiro largando sobre a mesa o seu martelo disse finalizando o leilão:
- Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final.
- E quanto as outras peças da coleção de pinturas? Perguntaram os demais interessados.
- Eu sinto muito, disse o leiloeiro, quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do dono.
- Não seria permitido revelar este segredo até que este exato momento acontecesse. Somente a pintura
“O FILHO” seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as demais peças deste leilão, inclusive as famosas pinturas.
- O homem que comprou “O FILHO” fica com tudo!...
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Comentário:
Deus entregou seu único e amado filho, para morrer por nós numa cruz há 2000 anos atrás.
Assim, como o leiloeiro, a mensagem hoje é: "Quem ama o Filho tem tudo com o Pai, e herdará suas riquezas."
Deus não é homem de mentir. Ele é perfeito. Sua palavra nos deixa os ensinamentos e as promessas para quem O ama.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O BARBEIRO

Um homem foi ao barbeiro. E enquanto tinha seus cabelos cortados, conversava com ele.
Falavam dos últimos acontecimentos, da vida e em certo momento começaram a falar de Deus.
Daí a pouco, o barbeiro, incrédulo, não aguentou e falou:
- "Você fica falando de Deus, meu caro, mas, Deus não existe!"
- "Por que você está falando isso?" Perguntou o homem ao barbeiro.
- "Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis passando fome. Olhe em volta de você, veja quanta tristeza, quanta violência... É só andar pelas ruas e enxergar!"
- "Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? Eu não penso assim!" Retrucou o homem.
- "Sim, claro!"
Mas enquanto estava falando, o freguês olhou para fora da barbearia e avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, todos emaranhados. Barba desgranhada e suja, abaixo do pescoço.
O homem então, não aguentou e interpelou o barbeiro:
- "Sabe de uma coisa? Assim como você não acredita em Deus, eu não acredito em barbeiros!"
O barbeiro retrucou: - "Como assim?"
- "Se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas ou mal feitas!"
- "Ora," retrucou o barbeiro, "Eles estão assim por que querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!"
- "Agora você entendeu sobre a existência de Deus!" Respondeu o homem!"
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Comentário do Blog:
É muito fácil colocar a culpa dos nossos próprios erros em Deus. Afinal, Ele não se defende, não fala nada e assume tudo em silêncio.
Mas, se ao invés disso, parássemos para pensar mais em nossas próprias vidas, em nas nossas atitudes, nos nossos erros; derepente, as coisas ficaríam melhores para nós mesmos.
Deus nos mostra o caminho a seguir. Mas quem tem que caminhar por esse caminho, somos nós, com nossos próprios pés.
Ele jamais nos obrigará a seguir por onde não quisermos ir. E isso não significa que a culpa pelos nossos tropeços seja Dele. Afinal, nós é que optamos em pegar atalhos que nos levam a desviar muito do caminho correto e bom.

domingo, 26 de dezembro de 2010

QUE É O NATAL ?

Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo.
Que é o Natal? Perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? Perguntava-me, com tristeza. E por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá tão melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tristezas, amarguras e sofrimentos...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem...
Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:
Olá, menino!
Oi!... respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:
Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
Meu aniversário.
Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho.
Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino.
Não conheço você! eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...
Neste momento, estou com você! Respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e ele.
E ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!...
E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada.
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me:
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um feliz Natal!
E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal...
E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal.
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Comentário do Blog:
Sem comentários.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O PRÍNCIPE CHINÊS

Conta-se que, por volta do ano 250 a.C., na China antiga, um príncipe estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
Então, anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançar-lhes-ia um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Mas, ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração. E disse-lhe:
- Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire essa idéia da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isso já me torna
feliz.
Chegou, então, a grande data. À noite, a jovem dirige-se ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas, cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada, lá estava ela, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada qual, porém, com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado, indicando a pobre e bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
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Comentário:
Se, para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca.
Pois só assim você será sempre um vencedor.

O LÁPIS

A história do lápis:
O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
- "Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".
"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."
"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos de errado não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".
"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços e marcas, então, procure ser consciente de cada ação sua".
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Comentário do Blog:
Viver a nossa vida segundo os desejos e as orientações de Deus, nos faz caminhar por caminhos retos e na certeza que chegaremos à Terra Prometida.
Essa caminhada, no entanto, não é isenta de tropeços, de armadilhas, quedas e sofrimentos, para as quais se nos deixarmos guiar por Ele, sairemos ilesos e sempre com disposição para continuar.
Portanto, entregue a sua vida nas mãos Daquele que sempre quer o melhor para você, e, confiando Nele, siga seu caminho.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O CACHORRINHO MANCO

O dono de uma loja estava colocando um anúncio na porta:
"Cachorrinhos à venda".
Esse tipo de anúncio sempre atrai as crianças, e logo um menininho apareceu na loja perguntando:
- Qual o preço dos cachorrinhos?
O dono respondeu:  - Entre R$ 30,00 e R$ 50,00.
O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:
- Só tenho R$2,37. Posso vê-los???
O homem sorriu e assobiou...
De trás da loja saiu sua cachorra correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando para trás.
O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.
- O que aconteceu com esse cachorrinho? - perguntou.
O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida.
O menininho se emocionou e exclamou:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
E o homem respondeu:
- Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente.
E o menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse:
- Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo.
Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo.
O homem respondeu: - Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos.
O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça paramostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal.
Olhou de novo ao homem e lhe disse:
Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda. O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas...
Sorriu e disse:
Filho, só espero que cada um destes cachorrinhos tenha um dono como você!!!
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Comentário do Blog:
Na vida não importa como somos. Mas o que importa mesmo é que apreciemos o outro pelo que ele é; aceitando-o e amando-o incondicionalmente.
No mundo de hoje somos levados a gostar da beleza externa, do corpo bem formado, de quem aparenta ser importante, de quem tem muitos bens, enfim de tudo aquilo que não é o mais importante para Deus e nem deveria ser para nós.
Pois o importante em cada um de nós, não é alcançado pelos nossos olhos, mas somente pelo coração.
Aceitemos o diferente, sem precisarmos sermos diferentes, para isso. 
Um verdadeiro amigo é aquele que chega quando o resto do mundo já se foi.

A FLOR

Era uma vez uma flor ...
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Quem sabe como conseguiu crescer e ser um sinal de vida num meio inóspito e de tanta tristeza...
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus, pois só poderia ter sido Ele o autor de tanta beleza, num lugar como aquele, no meio das pedras.
Cortou a flor e a levou para sua casa.
Mas, após uma semana a flor tinha morrido.
Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para não matá-la.
Mas, dias depois, veio um sol escandante e grande secura, e a flor morreu...
Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha.
Decidiu voltar todos os dias.
Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo, regou novamente...
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim !
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Comentário do Blog:
Às vezes queremos ajudar ao outro trazendo-o para a nossa realidade, esquecendo das suas próprias necessidades e de seus sentimentos e particularidades.
Isso, no entanto, pode prejudicar o crescimento de quem queremos ajudar.
Devemos aceitar e respeitar a individualidade de cada um, mostrando com carinho e paciência, as verdades que poderão ajudá-la no seu crescimento como pessoa, mas respeitando a sua maneira de ser.

PAIS HERÓIS...!

"Pais heróis e mães heroínas"...
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé, nem cabeça.
A heroína do lar começa a ter dificuldades para concluir frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Podem pensar os filhos mais desavisados.
Envelheceram....
É...Nossos pais envelhecem.
Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias que consideramos "bobas".
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Sair por aí sem dizer para onde vão. Subir em escadas sem pedir ajuda. Etc...
Estão com manchas na pele.
Ficam tristes de repente.
Mas não estão caducos. Caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido.
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis, pela vida toda.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.
Essa nossa intolerância só pode ser medo.
Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias.
Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós?
Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres !!
E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...
Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco...
... possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem...
Serão nossos heróis eternamente ...
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