Queridos amigos e amigas, fizemos esse blog no intuito de permitir a todos aqueles que o acessarem, que tenham uma mensagem de fé, esperança, sabedoria, discernimento e amor, que possa assim, levá-los a refletir sobre suas vidas e de suas famílias e dessa forma cresça em cada um, a esperança de mudança para uma vida melhor e mais feliz.
Pedimos a Deus, que através do Seu Divino Espírito Santo, ilumine a cada um de vocês e dessa forma cada mensagem aqui, se torne útil e eficaz.


Fiquem com Deus !

Do amigo,
José Vicente Ucha Campos

jvucampos@gmail.com

Vale ressaltar que as mensagens aqui postadas são de divulgação corrente na internet e que em sua grande maioria não consegui identificar seus autores.
Aos amigos(as) que quiserem colaborar conosco nos enviando mensagens para que possamos colocá-las no blog e assim permitir que todos possam partilhar desses momentos mágicos de reflexão, nós agradecemos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

PODEMOS FAZER A DIFERENÇA...

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo.
A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.
Ficha do 1º ano: “Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.”
Ficha do 2º ano: “Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.”
Ficha do 3º ano: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajuda-lo.”
Ficha do 4º ano: “Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.”
Deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Piorou quando lembrou dos lindos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado.
Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Relembra, ainda, que ele lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.
Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.
As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui.
Tempos  depois  recebeu  o  convite  de  casamento  e  a  notificação  do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou  o convite  e  no dia  do casamento  estava  usando a pulseira que ganhou  de Ricardo  anos  antes, e também o perfume.
Quando os dois  se encontraram, abraçaram-se  por  longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: “Obrigado por  acreditar  em  mim  e  me  fazer  sentir  importante,  demonstrando-me  que  posso  fazer  a  diferença.” E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: “Engano seu! Depois que o conheci aprendi  a  lecionar e a ouvir os apelos  silenciosos  que  ecoam  na alma do educando. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...”
.
Comentário do Blog:
E você? Tem feito a diferença na vida de alguém?

sábado, 19 de março de 2011

SEMPRE HÁ UMA RAZÃO PARA VIVER

"Sempre há uma razão para viver...



...Qual é a sua?"
.
Comentário do Blog:
Sem comentários.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O MENINO CEGO

O local estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois tinha a impressão que o mundo estava tentando me afundar.
E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou perto de mim, cansado de brincar.
Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- “Veja o que encontrei!”
Na sua mão uma flor. E que visão lamentável! Estava murcha com muitas pétalas caídas…
Querendo ver-me livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e virei-me.
Mas ao invés de recuar, ele sentou-se ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa: - “O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei. Pegue-a, é sua!”
A flor à minha frente estava morta ou morrendo. Nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi para pegá-la e respondi: “Era o que eu precisava…”
Mas, ao invés do menino colocar a flor na minha mão, ele a segurou suspensa no ar sem muito senso de direção.
Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, e que não podia ver o que tinha nas mãos.
Senti minha voz sumir. Lágrimas despontaram ao sol, enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
- "De nada…" – respondeu o menino sorrindo.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia.
Sentei-me e comecei a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.
Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU!
E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada segundo que é só meu.
Então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela flor, e sorri enquanto via aquele garoto com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de mais um insuspeito senhor de idade…
.
Comentário:
As melhores coisas da vida não são vistas com os olhos mas sim, com o coração!

NO REINO DAS BORBOLETAS

À beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crepúsculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequenas lagartas, confusas:
Não temam! Sou sua irmã de raça!
Venho para lhes trazer esperança. Nem sempre permanecerão coladas às ervas do pântano! Tenham calma, fortaleza e paciência.
Esforcem-se para não sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem.
Esperem! Depois do sono que as aguarda, todas acordarão com asas de puro veludo, refletindo o esplendor solar...
Então, não mais se arrastarão, presas ao solo úmido e triste. Adquirirão preciosa visão da vida, pois poderão subir muito alto e seu alimento será o néctar das flores...
Viajarão deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma!
Observarão o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destrói, e verão a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem.

Enquanto a mensageira fez ligeira pausa, ouviam-se exclamações admiradas:
Ah, não posso crer no que vejo!
Que misteriosa criatura!
Será uma fada milagrosa?
Nada possui de comum conosco...

Irradiando o suave aroma do jardim de onde viera, a linda visitante sorriu e continuou:
Não se iludam! Não sou uma fada celeste! Minhas asas são parte integrante da nova forma que a natureza lhes reserva.
Ontem, eu vivia com vocês; amanhã viverão comigo! Flutuarão no imenso espaço, em voos sublimes em plena luz. Libertas do lodaçal, se elevarão felizes.
Conhecerão a beleza das copas floridas e o saboroso néctar das pétalas perfumadas. Contemplarão a altura e a amplitude do firmamento...

Logo após, lançando carinhoso olhar à família alvoroçada, distendeu as asas coloridas e, voando com graciosidade, desapareceu no infinito azul.

Nisso, chegou ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que estava ausente, e, ouvindo os comentários empolgados das companheiras mais jovens, ordenou irritada: Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez, mentiras, divagações...
Não nos iludamos! Nunca teremos asas! Ninguém deve filosofar...
Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no imediatismo da própria vida. Esqueçam-se de pretensos seres alados que não existem.
Precisamos simplesmente comer e comer... Depois vem o sono, a morte... E o nada... Nada mais...

As lagartas calaram-se, desencantadas.

Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava completamente imóvel.
As irmãs, preocupadas, observavam curiosas o fenômeno...
Depois de algum tempo, para espanto de todas, a ignorante e descrente orientadora surgiu como veludosa borboleta, de asas leves e ligeiras, a bailar no ar...
.
Comentário:
Essa éstória da formosa borboleta que desceu às terras escuras onde rastejavam suas irmãs lagartas, lembra-nos uma outra História, na qual, um dia, a Humanidade também recebeu a visita de sublime "anjo", que veio trazer consolo e esperança para todas as criaturas. Esse "anjo" chamava-se Jesus.
Ele falou da vida estuante, além do casulo físico.
E para provar que o que dizia era verdade, Ele próprio, após experimentar o "sono dos mortos", surgiu mais livre e mais brilhante que antes. Surgiu transfigurado.
Subiu, com a leveza de um "anjo alado", e desapareceu na imensidão azul, diante de muitas testemunhas, admiradas, na distante Galiléia...
E, mais de dois milênios depois, ainda existem aqueles que preferem acreditar que o que precisamos fazer é comer, comer, dormir e esperar o nada... Nada mais...

domingo, 6 de março de 2011

FAZER TUDO COM AMOR E ALEGRIA

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho.
Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.
O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova.
Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.
Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.

Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé Alegria.
Os outros trabalhadores lhe perguntavam: Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
O jovem olhou para os amigos e disse: Bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho.
Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições.
Não é justo que, agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.
Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: Como ele pode pensar assim?

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.
Um dia o senhor João pensou: Alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.
Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.

Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem quentinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda.
O rapaz aceitou prontamente. Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:
O que faz com que algumas pessoas sejam bem sucedidas e outras não?
A resposta do jovem veio logo: Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.
.
Comentário:
Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca.
Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios.
Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos.
Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários; e que a sociedade é composta pelos cidadãos.
Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia.
E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história, que, mesmo numa situação aparentemente deprimente  para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente.
E, conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A SAMAMBAIA E O BAMBU

Certo dia decidi dar-me por vencido.
Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.

Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
- “Deus", eu disse:
- Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
- “Olha ao redor. Estás vendo a samambaia e o bambu?”
- “Sim, estou vendo”, respondi.
- "Pois bem. Quando eu semeei a samambaia e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água. A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo."
- "Porém, da semente do bambu nada saía. Apesar disso, eu não desisti do bambu."
- "No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu."
- "Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa… Mas, eu não desisti."
- "Até que… no quinto ano, un pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até insignificante. Mas, seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura."
- "Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver."
- “A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.”
E olhando bem no meu íntimo, disse:
- "Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?"
- "Eu jamais desisti do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares com outros”.
- “O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
- “Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
- "Crescerás muito!”

- "Quanto tenho de crescer? perguntei.
- “Tão alto como o bambu?” foi a resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
.
Comentário:
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As dores te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.

Mas, só Deus te mantém caminhando...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A BORBOLETA

Um homem viu surgir uma pequena abertura num casulo preso a um galho de árvore. Sentou-se próximo ao local onde ele se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer.
Como seria possível que a borboleta saísse por um orifício tão miúdo? Pensava ele. Mas, continuou ali sentado observando.
Logo lhe pareceu que a borboleta havia parado de fazer qualquer progresso, pareceu-lhe que estava sem forças para continuar.
Ele resolveu, então, ajudá-la. Pegou uma faca e rompeu o restante do casulo. A borboleta saiu toda feliz. Mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha asas amassadas.
O homem continuou a observá-la. Esperava que a qualquer momento as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria formar-se. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.
.
Comentário:
Em sua gentileza e vontade de ajudar, o homem não compreendeu que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para sair pela pequena abertura eram o modo pelo qual Deus fazia com que o fluído do corpo daquele pequeno inseto circulasse até as asas, para que elas ficassem fortes e prontas para voar assim que se livrassem daquele invólucro.
Algumas vezes, o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida.
Se Deus nos permitisse passar pela existência sem nenhum obstáculo, ele nos condenaria a uma vida atrofiada. Não iríamos ser tão fortes como somos. Nunca levantaríamos vôo.
.
Fonte: Retirado do Livro "Histórias de vida" de D.Itamar Van e Frei Aldo Colombo

DEUS E O MONGE

Certo dia, um monge, chamado Demétrio, recebeu a seguinte ordem: "Põe-te a caminho, porque Deus quer se encontrar contigo antes do pôr-do-sol, no outro lado da montanha. Ele te aguarda numa cabana solitária."
O religioso partiu imediatamente, pois conhecia as dificuldades do caminho e a longa distância a percorrer.
No meio da viagem, deparou-se com um ferido pedindo socorro. O monge, quase sem parar, explicou-lhe que não poderia demorar, porque Deus estava à espera dele no outro lado da montanha, antes do anoitecer.
Como os ferimentos não pareciam graves, prometeu-lhe que na volta, assim que tivesse tido a entrevista com Deus, prestaria a assistência necessária.
Horas depois, quando o sol ainda estava alto, Demétrio deparou-se com um outro desafortunado, que lhe pedia um pouco de comida e água. Demétrio não tinha trazido nada com ele e sabia que a fonte de água mais próxima, ficava a uma boa distância e se fosse lá se atrasaria para o encontro com Deus. Então, pediu desculpas ao pobre e continuou em frente.
Ainda não tinha escurecido quando Demétrio chegou ao topo da montanha e, sem grande dificuldade, encontrou a cabana isolada, onde Deus o aguardava.
Para sua surpresa, na porta, encontrou um bilhete em que estava escrito:
"Fui atender o ferido e o faminto que tu deixaste abandonados. Talvez demore um pouco."
O bilhete tinha uma assinatura: "Deus."
.
Comentário:
A prática mostra que existem mil maneiras de amar ao próximo, mas uma só de amar a Deus: amando ao próximo.
Jesus mesmo disse: "Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros" (Jo 13,34).
Há um encantador jogo entre Deus e a criatura: Deus se esconde e se permite encontrar. Para isso, ele deixa mil pistas. Sentimos a presença divina na beleza das coisas criadas, nos acontecimentos do dia-a-dia, na palavra revelada, na oração silenciosa, nas Igrejas... Sentimos sua presença viva no milagre da eucaristia.
Mas, em todas as dimensões, é fundamental que esteja presente a referência do irmão, do próximo. Os irmãos se constituem na mediação mais clara de Deus.
O compromisso do cristão é unir fé e vida, liturgia dominical e vida diária, Deus e o irmão.
.
Fonte: Retirado do Livro "Histórias de vida" de D.Itamar Van e Frei Aldo Colombo

domingo, 13 de fevereiro de 2011

QUEM ÉS, DEIXA MARCA !

Uma professora de Nova York decidiu honrar cada um de seus alunos que estavam por se graduar no colégio, falando-lhes da marca que cada um deles havia deixado.
Chamou cada um dos estudantes à frente da classe, um a um.
Primeiro, contou a cada um como haviam deixado marca na vida dela e na da turma.
Logo presenteou cada um, com uma faixa azul, impressa com letras douradas, na qual se lia, “Quem sou deixa marca.”
Por fim, a mestra decidiu fazer um projeto de aula para ver o impacto que o reconhecimento teria na comunidade.
Deu a cada aluno mais três faixas azuis e lhes pediu que levassem adiante esta cerimônia de reconhecimento. E que deveriam acompanhar os resultados, ver quem premiou quem, e informar à turma no final de uma semana.
Um dos alunos foi ver um jovem executivo de uma indústria próxima e o premiou por tê-lo ajudado com o planejamento de sua carreira. Deu-lhe uma faixa azul, e colou-a em sua camisa.
Em seguida deu-lhe as duas faixas extras e lhe disse: “Estamos fazendo em aula um projeto de... ‘reconhecimento’, e gostaríamos que você encontrasse alguém a quem premiar e lhe desse uma faixa azul.”
Mais tarde, nesse mesmo dia, o jovem executivo foi ver seu chefe que tinha reputação de ser uma pessoa amargurada, e lhe disse que o admirava profundamente por ser um gênio criativo.
O chefe pareceu ficar muito surpreso. Então o jovem executivo lhe perguntou se ele aceitaria o presente da faixa azul e se lhe dava permissão de colocá-la em sua camisa.
O chefe disse: “Bem…claro!” Então o jovem executivo pegou uma das faixas azuis e a colocou no casaco do chefe, bem sobre seu coração…
…e oferecendo-lhe a última faixa, perguntou: “Poderia pegar esta faixa extra e passá-la a alguém mais a quem queira premiar?”
“O estudante que me deu estas faixas está fazendo um projeto de aula, e queremos continuar esta cerimônia de reconhecimento para ver como vai afetar as pessoas.”
Nessa noite, o chefe chegou em casa, sentou- se com seu filho de 14 anos, e lhe disse: “Hoje me aconteceu algo incrível!”
“…estava no meu escritório e um de meus empregados veio e me disse que me admirava; então me deu uma faixa azul por me considerar um gênio criativo.”
“Imagina! Ele pensa que eu sou um gênio criativo!
Logo me pôs uma faixa azul que diz:
‘Quem sou deixa marca.’
“Deu-me uma faixa extra e me pediu que encontrasse alguém mais a quem premiar. Quando eu estava dirigindo para casa esta noite, comecei a pensar a quem poderia premiar com esta faixa, e pensei em ti. Quero premiar a ti.”
“Meus dias são muito agitados e quando venho para casa, não te dou muita atenção; grito contigo por não tirar boas notas e pela desordem em teu quarto…”
“Por isso, esta noite, só quero sentar-me aqui e …bem… te dizer que és muito importante para mim.”
“Tu e tua mãe são as pessoas mais importantes em minha vida. És um grande garoto e te amo muito!”
O garoto surpreendido começou a soluçar e a chorar, e não conseguia parar. Todo o seu corpo tremia.
Olhou para seu pai e entre lágrimas lhe disse: “Papai, momentos atrás me sentei em meu quarto e escrevi uma carta para ti e para mamãe, explicando porque tinha tirado minha vida, e lhes pedia que me perdoassem.”
“Ia me suicidar esta noite depois de vocês terem dormido. Eu pensava que vocês não se importavam comigo.”
“A carta está lá em cima, mas não creio que eu vá precisar dela, depois de tudo o que conversamos.”
Seu pai subiu ao segundo piso e encontrou a carta, sincera e cheia de angústia e dor.
No dia seguinte, o chefe regressou ao trabalho totalmente modificado. Já não estava amargurado, e se empenhou em fazer todos os seus empregados saberem que cada um deles faz a diferença.
Por outro lado, o jovem executivo ajudou muitos outros jovens a planejarem suas carreiras, inclusive o filho do chefe, e nunca se esqueceu de recordar-lhes que eles deixavam marcas em sua vida.
Ainda mais, o jovem e seus companheiros de classe aprenderam uma lição muito valiosa.
“Quem és, deixa marca”.
.
Comentário:
Estou passando a faixa azul para ti que estás lendo essa mensagem nesse momento:
“Quem és, deixa marca”.
Está em tuas mãos o que irás fazer com ela.
Tu nunca saberás a diferença que um pouco de motivação pode fazer em uma pessoa.

O CIRURGIÃO

- Amanhã de manhã eu vou abrir o teu coração. Explicava o cirurgião para uma criança, internada num Hospital de Emergências Cardíacas.
- Você vai encontrar Jesus aqui? Perguntava a criança, apontando para o peito.
O cirurgião olhou para ela, sem entender muito o que a criança estava falando, e continuou:
- Eu vou ter que cortar um pedacinho da parede do seu coração, para verificar o que está acontecendo.
- Mas quando você abrir o meu coração, encontrará Jesus lá dentro? A criança voltou a perguntar.
O cirurgião se voltou para os pais, que estavam sentados em silêncio.
- Quando eu tiver visto todo o dano causado no coraçãozinho dele, planejaremos o que fazer em seguida, ainda com o coração aberto.
- Mas você encontrará Jesus em meu coração? Interrompeu novamente o menino. E completou:
- A Bíblia que meus pais lêm para mim todos os dias, diz que Ele mora aqui, apontando novamente para o peito. Todos que acreditam Nele, dizem que Ele vive aqui... Então você vai encontrá-lo quando abrir o meu coração!
O cirurgião pensou que era suficiente a explicação que estava dando e falou para o menino:
- Após a operação, te direi o que encontrei em teu coração, de acordo?
Virou-se então para seus pais e completou:
- Eu tenho certeza que encontrarei músculo cardíaco danificado, baixa resposta de glóbulos vermelhos, e fraqueza nas paredes e vasos. E, além disso, eu vou concluir se posso oferecer alguma ajuda ou não.
O menino não satisfeito ainda, retrucou:
- Mas você encontrará Jesus aqui também! É a sua casa, Ele vive aqui. Sempre está comigo!
O cirurgião não tolerou mais os comentários insistentes do menino e se foi.
Em seguida, ele se sentou em seu consultório e começou a gravar seus estudos prévios, de como realizaria a cirurgia no menino.
Após vários exames preliminares, já sabia que o coraçãozinho do menino tinha aorta danificada, veia pulmonar dereriorada, degeneração muscular cardíaca massiva. Sem possibilidades de transplante e dificilmente curável.
Terapia: analgésicos e repouso absoluto.
Prognóstico: fez uma pausa... e em tom triste, disse:
- Morte nos primeiros anos de vida.
Então, parou o gravador.
Tenho algo mais a dizer:
- Por que? Perguntou em voz alta!
- Por que acontecer isso com ele? Perguntou o cirurgião, olhando para o céu. E continuou:
- O Senhor o colocou aqui na terra, com essa dor, e já o havia condenado a uma morte tão precoce! Por que?
De repente, uma voz vinda do alto, a voz de Deus, o responde:
- O menino, Minha ovelha, já não pertencerá ao Meu rebanho terrestre, porque ele é parte de Mim e Comigo estará por toda a eternidade. Aqui no céu, em Meu rebanho sagrado, já não terá nenhuma dor, será consolado de uma forma inimaginável para ti ou para qualquer outra pessoa. Seus pais, um dia, se unirão a ele, conhecerão a paz e a harmonia juntos, em Meu Reino, e Meu rebanho sagrado continuará crescendo.
O cirurgião começou a chorar muito, mas sentiu ainda mais raiva. Não entendia as razões. E replicou:
- Tu criastes este menino, e também seu coração. Para que o fizeste? Para que ele morresse em pouquíssimos anos?
O Senhor lhe respondeu:
- Porque é tempo de regressar ao Meu rebanho celeste. Sua missão na terra já se cumpriu.
E continuou:
Há alguns anos atrás enviei uma ovelha minha e dei-lhe o dom de médico, para que ajudasse a seus irmãos. Mas tanto conhecimento da ciência, transformaram-no e ele se esqueceu de Mim, seu Criador.
Então enviei outra de minhas ovelhas, o menino enfermo, não para perdê-lo, mas sim, para que através dele, a ovelha perdida há tanto tempo, com os dotes de médico, voltasse para Mim.
Então o cirurgião chorou e chorou inconsolavelmente.
Dias depois, após a cirurgia, o médico sentou-se ao lado da cama do menino, enquanto seus pais estavam junto à criança.
O menino acordou e murmurando rapidamente perguntou:
- O senhor abriu meu coração?
- Sim. Disse o cirurgião.
- O que encontrou? Perguntou o menino.
- Você tinha razão. Encontrei Jesus aí dentro. Respondeu o médico, colocando sua mão junto ao coraçãozinho do menino e com os olhos cheios de lágrimas.
.
Comentário do Blog:
No nosso dia-a-dia, na correria da nossa vida, não temos tempo para Deus, e, nos esquecemos Dele.
Achamos que já é mais do que suficiente, quando O buscamos no domingo de manhã ou à noite, quando assistimos a Missa.
Fora isso, queremos que esteja ao nosso lado, quando tem alguém doente, quando queremos conseguir um emprego, quando estamos prestes a fazer uma prova no colégio e por aí a fora...
Lembramos muito Dele também quando alguém querido nosso, vem a falecer. Aí, O questionamos, reclamamos, e perguntamos:
- Por que fizeste isso conosco?
Mas, dificilmente temos tempo para Ele durante as vinte e quatro horas do nosso dia. Normalmente quando tudo vai bem, achamos até que nem precisamos mais Dele. 
Mas Deus, mesmo nós agindo dessa forma, sempre se preocupa conosco. Ele sempre está ao nosso lado, mesmo nos momentos em que não pensamos Nele.
Ele sempre está querendo nos resgatar, nos acolher carinhosamente. Nos abraçar e nos abençoar.
Por isso, preste sempre atenção as coisas que acontecem à sua volta, pois com certeza, de uma forma ou de outra, Ele sempre estará tentando se comunicar com você, seja através de uma outra pessoa, amiga ou desconhecida, seja através de um acontecimento, de algo que você escute, de algo que você leia, como por exemplo, esta mensagem.
Lembre-se: Deus tem muitas maneiras diferentes para trazer você de volta para Seu lado. Por isso aceite o Seu convite!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O FERREIRO

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu mudar de vida e seguir os caminhos de Deus.
Durante muitos anos, trabalhou com afinco e praticou caridade. Porém, apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara e se compadecia de sua situação difícil, comentou: "É realmente estranho que, justamente depois que resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de sua crença, nada tem melhorado."
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que estava ocorrendo em sua vida. Entretando, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e encontrou a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:
"Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isso é feito?
Primeiro aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem nenhuma piedade, pego o martelo mais pesado e aplico golpes, até que a peça adquira a forma desejada.
Logo é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira é tomada pelo barulho, já que a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.
Tenho de repetir esse processo até conseguir a espada perfeita; uma vez apenas não é suficiente."
O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:
"Às vezes, o aço que chega até as minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria provocam rachaduras. Sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, simplesmente o coloco no monte de ferro velho que você viu na entrada da minha ferraria.
Acredito que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá e, às vezes, sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço.
Mas a única coisa que peço é:  Meu Deus, não desista de mim, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera que eu tome."
.
Comentário do Blog:
Deus não quer que você sofra. Mas o sofrimento faz parte da vida. Resista às intempéries pedindo que Deus te dê forças para suportá-las e vencê-las.
Não desista nunca, pois... Deus nunca desistirá de você!

O LENHADOR E A RAPOSA

Há muito tempo havia um lenhador que acordava às seis da manhã e trabalhava o dia inteirro cortando lenha, até tarde da noite. Tinha um filho lindo, de poucos meses, e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. À noite, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador o alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era confiável e, se sentisse fome, comeria a criança.
Sempre retrucando com os vizinhos, falava que aquilo era uma bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Insistiam eles: "Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando sentir fome, comerá seu filho!"
Um dia, muito exausto do trabalho e aborrecido com esses comentários, o lenhador, ao chegar em casa, viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada... Suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça do animal.
Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou o filho dormindo tranquilamente e, ao lado do berço, uma cobra morta...
O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
.
Comentários do Blog:
As aparências enganam!
Procure sempre estar plenamente consciente dos fatos para tomar uma decisão importante. Consulte sempre seu coração e não dê tanta importância ao que as pessoas falam.
Pense várias vezes, antes de julgar alguém e condená-lo.