Queridos amigos e amigas, fizemos esse blog no intuito de permitir a todos aqueles que o acessarem, que tenham uma mensagem de fé, esperança, sabedoria, discernimento e amor, que possa assim, levá-los a refletir sobre suas vidas e de suas famílias e dessa forma cresça em cada um, a esperança de mudança para uma vida melhor e mais feliz.
Pedimos a Deus, que através do Seu Divino Espírito Santo, ilumine a cada um de vocês e dessa forma cada mensagem aqui, se torne útil e eficaz.


Fiquem com Deus !

Do amigo,
José Vicente Ucha Campos

jvucampos@gmail.com

Vale ressaltar que as mensagens aqui postadas são de divulgação corrente na internet e que em sua grande maioria não consegui identificar seus autores.
Aos amigos(as) que quiserem colaborar conosco nos enviando mensagens para que possamos colocá-las no blog e assim permitir que todos possam partilhar desses momentos mágicos de reflexão, nós agradecemos.

domingo, 15 de maio de 2011

CAMINHÃO DE LIXO

Um homem estava indo de táxi para o aeroporto. De repente, um carro preto saiu inesperadamente o estacionamento à frente. O motorista do táxi pisou no freio, se desviou e escapou do outro carro por muito pouco. 
O motorista do outro carro, que estava totalmente errado na manobra, começou a berrar e gesticular com raiva. O taxista simplesmente sorriu e acenou amigavelmente para ele.
O passageiro perguntou:
-"Como você consegue tratar ele bem? Ele quase destruiu seu carro!"
O taxista ensinou ao passageiro o que ele chama de "Lei do caminhão de lixo".
Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de raiva e frustrações.
À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam descarregar em algum lugar, e, às vezes, descarregam sobre nós. Não leve para o lado pessoal, o problema não é com você.
Apenas sorria, acene, deseje o bem a elas e siga em frente.
Não pegue o lixo despejado pelos outros e espalhe sobre as pessoas do seu trabalho ou na sua própria casa.
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Comentário do Blog:
Sem comentários.

terça-feira, 10 de maio de 2011

TODOS MERECEM UMA CHANCE

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência... 
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!! 
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente... 
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!! 
Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... 
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo... 
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... 
Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá... 
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada... 
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar delicioso, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades... 
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?! 
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho... 
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas... 
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório... 
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de 
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada... 
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias... 
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho... 
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores... 
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho... 
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele 
chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres... 
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta... 
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro... 
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno... 
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço... 
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista... 
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um... 
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido... 
Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho: 

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente  sua  alma. E, que  te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!' 
(História verídica)

Colaboração de Marie-Noëlle 

Comentário do Blog:
Quantas pessoas nesse mundo necessitam de pelo menos uma chance para mudarem suas vidas, para crescerem, para serem alguém de bem.
Quantas delas têm esse direito negado: pela sociedade, pelos governos e por nós mesmos, que muitas vezes olhamos suas aparências e por aí fazemos o nosso julgamento e às vezes as condenamos sem dar-lhes a chance de defesa, ou seja, sem lhes dar uma única chance na vida de mostrarem seu valor.
Quantos jovens andam por esse mundo na criminalidade porque não tiveram uma única chance para mudarem de vida. E são cobrados e julgados sem que se leve isso em conta. 
É...Precisamos fazer a nossa parte agora, já. Pois a hora é essa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

LUZ PARA OS OUTROS

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai.
Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.
Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.
Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores.
Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória.
De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas.
Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas.
Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases.
Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas.
O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.
Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.
Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.
Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.
A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.
Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.
Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.
Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.
Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam.
À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.
O método Braille estava pronto.
O sistema permitia também ler e escrever música.
A idéia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo:
"Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."
Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu.
Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.
Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.
Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.
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Comentário:
Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir.
No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.
E para aqueles que não têm nenhuma limitação e simplesmente não fazem nada por acomodação, fica aí a lição: "Quantas pessoas cegas no mundo todo teriam sido privadas da leitura e de se sentirem integradas na sociedade exercendo várias profissões, se Louis Braille tivesse simplesmente se acomodado à sua condição de deficiente visual e nada tivesse feito?

sábado, 16 de abril de 2011

UM TESOURO ESCONDIDO

Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes. Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro.
Em seguida dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita: “O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?”
- Eu gostaria de receber a Bíblia. Respondeu pela ordem o cocheiro.
- Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!
Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.
Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
- Minha mulher está adoentada e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.
Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:
- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.
- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
- Certamente você também ira preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro… Disse o pequeno mensageiro.
Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: "Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus."
.
Comentário do Blog:
Quantas são as nossas desculpas para não abrirmos a Bíblia e para não lermos a Palavra de Deus?
Quantas são as dificuldades pelas quais passamos na vida, que nos afastam da Palavra de Deus?
Quantas são as facilidades, os momentos de lazer, de descanso, que merecemos, mas que também nos afastam da Palavra de Deus?
Quantos são os tesouros que desperdiçamos por não escutarmos a Palavra de Deus?

O HOMEM, O CAVALO E O CÃO

Um homem, seu cavalo e seu cão, haviam morrido num acidente, e se encontraram derepente, caminhando por uma longa estrada, morro acima.
O sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede.
Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada  com  blocos de  ouro. No centro da praça havia uma fonte de onde jorrava água fresca e cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que numa  guarita, guardava a  entrada. 
- Bom dia, ele disse.
- Bom dia, respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? ele perguntou.
- Isto aqui é o céu, foi a resposta...
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem. Podemos entrar? Perguntou.
- O senhor pode entrar e beber à vontade. Disse o guarda indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho.
Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi aberta. A porteira se abria para um caminho de terra com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. Um lugar bastante confortante. 
À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado. Cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo:
- Bom dia, disse o caminhante.
- Bom dia, disse o homem.
- Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.
- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem indicando o lugar. Podem beber à vontade o homem, o cavalo e o cachorro!
Foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, disse o caminhante.
- Sintam-se à vontade, respondeu o homem.
- A propósito, disse o caminhante. Qual é o nome deste lugar?
- “Céu, respondeu o homem”.
- Céu?
- Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o Céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
Mas então, disse ele:
- “Essa informação falsa deve causar grandes confusões”!
- De forma alguma, respondeu o homem, na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos...
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Comentário:
Engraçado como é simples deixar Deus de lado, e depois perceber porque o mundo está indo tão mal.

Engraçado como todos querem ir para o céu, mas não são capazes de abrirem mão do seu egoísmo, do seu orgulho, da sua prepotência.
Engraçado como alguém pode dizer: "Eu creio em Deus". Mas, ainda seguir sua vida mediocremente...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

QUEM DOBRA SEU PÁRA-QUEDAS?

Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado e Charles saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão Norte-Vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos passou a dar palestras relatando sua experiência e o que aprendera na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem.
- “Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?”
-“Sim, como sabe?”
-“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”
Charles quase se afogou de tanta surpresa, e com muita gratidão respondeu:
-“Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.”
Depois desse encontro Charles ficou pensando e perguntando-se: quantas vezes vi esse homem no porta aviões e nunca lhe disse “Bom dia”! Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro. Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando solitário e cuidadosamente os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de pessoas que não conhecia.
Agora Charles inicia suas palestras perguntando à sua platéia:

“Quem dobrou seu pára-quedas hoje?”
.
Comentário:
Todos nós temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de  muitos “pára-quedas” durante  o  dia: um  físico, um  emocional, um  mental  e  até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdaddeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.
Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo agradável.
Hoje, procura dar-se conta de quem prepara seu “pára-quedas” e agradecer-lhe, ainda que não tenha nada de importante a dizer... As pessoas ao seu redor notarão esse gesto e lhe retribuirão preparando seu “pára-quedas” com esse mesmo afeto.
Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples... um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um “gosto de você”, um “Eu Amo Você!”

“Obrigado por todos os favores que sem merecer recebi de tantas pessoas e que sem perceber deixei de agradecer.”

segunda-feira, 28 de março de 2011

O SILÊNCIO DE CRISTO

Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida a qual muita gente se dirigia para orar com muita devoção.
Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos iam até ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-Lhe um favor.
Impulsionava-o um sentimento generoso.
Ajoelhou-se diante da cruz e disse:
- Senhor, quero padecer por Vós. Deixai-me ocupar o Vosso lugar. Quero substituir-Vos na cruz.
E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem esperava uma resposta.
O Senhor, prontamente, abriu os lábios e disse-lhe, com palavras sussurrantes e admoestadoras:
- Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição…
- Qual, Senhor ??? É uma condição difícil ??? Estou disposto a cumpri-la com a Tua ajuda. – indagou o eremita.
- Escuta-me: aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves sempre guardar o silêncio…
Haakon respondeu:
- Prometo-o, Senhor !!!
E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse.
Ninguém reconheceu o eremita pendente na cruz.
Quanto ao Senhor, este ocupava, discretamente, o lugar de Haakon.
Durante muito tempo, o eremita conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.
Certo dia, porém, chegou um rico homem.
Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa.
Haakon viu e calou-se.
Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde e se apropriou da bolsa deixada pelo homem rico. E também quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois de pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem.
Nesse momento, porém, o homem rico tornou a entrar na ermida em busca de sua bolsa.
Como não a encontrasse, pensou que o rapaz teria se apropriado dela.
Voltou-se para ele e o interpelou com raiva:
- Dá-me a bolsa que roubaste !!!
O jovem, surpreso, replicou-lhe:
- Não roubei nenhuma bolsa, senhor.
- Não mintas, devolva-me já !!!
- Repito que não apanhei bolsa alguma, senhor …
O homem rico arremeteu furioso contra o rapaz.
Soou, então, uma voz forte:
- Pára !!!
O homem rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava.
Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem rapaz e censurou o homem rico pela falsa acusação.
Este ficou aniquilado e saiu imediatamente da ermida.
O jovem rapaz saiu também porque tinha pressa para empreender a sua longa viagem.
Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao Seu servo e disse-lhe:
- Desce da cruz. Não serves para ocupar o Meu lugar. Não soubeste guardar o silêncio que havia lhe pedido.
- Mas, Senhor, como podia eu permitir tal injustiça ???
Trocaram, pois, de lugar. Cristo voltou a ocupar a Sua cruz e o eremita permaneceu diante dela.
O Senhor continuou a falar-lhe:
- Tu não sabias que era conveniente para o homem rico perder a sua bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem donzela.
O pobre, pelo contrário, tinha necessidade daquele dinheiro.
Quanto ao jovem rapaz, que ia receber os golpes, as suas feridas o teriam impedido de fazer a longa viagem que, para ele, foi fatal. Faz alguns minutos que o seu barco acabou de soçobrar e ele morreu afogado. Tu também não sabias disso, mas Eu sim !!!
É por isso que me calo…
E o Senhor tornou a guardar o Seu silêncio.
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Comentário:
Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde.
Por que Deus se cala ???
Muitos de nós gostaríamos que Ele nos respondesse o que desejaríamos ouvir, mas Ele não o faz. Ele nos responde com Seu silêncio…
Deveríamos aprender a escutar esse Divino Silêncio.
O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.
Com Seu silêncio diz-nos, carinhosamente:
- Confia em Mim, sei o que é preciso fazer !!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

PODEMOS FAZER A DIFERENÇA...

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo.
A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.
Ficha do 1º ano: “Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.”
Ficha do 2º ano: “Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.”
Ficha do 3º ano: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajuda-lo.”
Ficha do 4º ano: “Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.”
Deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Piorou quando lembrou dos lindos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado.
Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Relembra, ainda, que ele lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.
Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.
As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui.
Tempos  depois  recebeu  o  convite  de  casamento  e  a  notificação  do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou  o convite  e  no dia  do casamento  estava  usando a pulseira que ganhou  de Ricardo  anos  antes, e também o perfume.
Quando os dois  se encontraram, abraçaram-se  por  longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: “Obrigado por  acreditar  em  mim  e  me  fazer  sentir  importante,  demonstrando-me  que  posso  fazer  a  diferença.” E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: “Engano seu! Depois que o conheci aprendi  a  lecionar e a ouvir os apelos  silenciosos  que  ecoam  na alma do educando. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...”
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Comentário do Blog:
E você? Tem feito a diferença na vida de alguém?

sábado, 19 de março de 2011

SEMPRE HÁ UMA RAZÃO PARA VIVER

"Sempre há uma razão para viver...



...Qual é a sua?"
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Comentário do Blog:
Sem comentários.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O MENINO CEGO

O local estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois tinha a impressão que o mundo estava tentando me afundar.
E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou perto de mim, cansado de brincar.
Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- “Veja o que encontrei!”
Na sua mão uma flor. E que visão lamentável! Estava murcha com muitas pétalas caídas…
Querendo ver-me livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e virei-me.
Mas ao invés de recuar, ele sentou-se ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa: - “O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei. Pegue-a, é sua!”
A flor à minha frente estava morta ou morrendo. Nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi para pegá-la e respondi: “Era o que eu precisava…”
Mas, ao invés do menino colocar a flor na minha mão, ele a segurou suspensa no ar sem muito senso de direção.
Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, e que não podia ver o que tinha nas mãos.
Senti minha voz sumir. Lágrimas despontaram ao sol, enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
- "De nada…" – respondeu o menino sorrindo.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia.
Sentei-me e comecei a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.
Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU!
E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada segundo que é só meu.
Então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela flor, e sorri enquanto via aquele garoto com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de mais um insuspeito senhor de idade…
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Comentário:
As melhores coisas da vida não são vistas com os olhos mas sim, com o coração!

NO REINO DAS BORBOLETAS

À beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crepúsculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequenas lagartas, confusas:
Não temam! Sou sua irmã de raça!
Venho para lhes trazer esperança. Nem sempre permanecerão coladas às ervas do pântano! Tenham calma, fortaleza e paciência.
Esforcem-se para não sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem.
Esperem! Depois do sono que as aguarda, todas acordarão com asas de puro veludo, refletindo o esplendor solar...
Então, não mais se arrastarão, presas ao solo úmido e triste. Adquirirão preciosa visão da vida, pois poderão subir muito alto e seu alimento será o néctar das flores...
Viajarão deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma!
Observarão o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destrói, e verão a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem.

Enquanto a mensageira fez ligeira pausa, ouviam-se exclamações admiradas:
Ah, não posso crer no que vejo!
Que misteriosa criatura!
Será uma fada milagrosa?
Nada possui de comum conosco...

Irradiando o suave aroma do jardim de onde viera, a linda visitante sorriu e continuou:
Não se iludam! Não sou uma fada celeste! Minhas asas são parte integrante da nova forma que a natureza lhes reserva.
Ontem, eu vivia com vocês; amanhã viverão comigo! Flutuarão no imenso espaço, em voos sublimes em plena luz. Libertas do lodaçal, se elevarão felizes.
Conhecerão a beleza das copas floridas e o saboroso néctar das pétalas perfumadas. Contemplarão a altura e a amplitude do firmamento...

Logo após, lançando carinhoso olhar à família alvoroçada, distendeu as asas coloridas e, voando com graciosidade, desapareceu no infinito azul.

Nisso, chegou ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que estava ausente, e, ouvindo os comentários empolgados das companheiras mais jovens, ordenou irritada: Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez, mentiras, divagações...
Não nos iludamos! Nunca teremos asas! Ninguém deve filosofar...
Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no imediatismo da própria vida. Esqueçam-se de pretensos seres alados que não existem.
Precisamos simplesmente comer e comer... Depois vem o sono, a morte... E o nada... Nada mais...

As lagartas calaram-se, desencantadas.

Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava completamente imóvel.
As irmãs, preocupadas, observavam curiosas o fenômeno...
Depois de algum tempo, para espanto de todas, a ignorante e descrente orientadora surgiu como veludosa borboleta, de asas leves e ligeiras, a bailar no ar...
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Comentário:
Essa éstória da formosa borboleta que desceu às terras escuras onde rastejavam suas irmãs lagartas, lembra-nos uma outra História, na qual, um dia, a Humanidade também recebeu a visita de sublime "anjo", que veio trazer consolo e esperança para todas as criaturas. Esse "anjo" chamava-se Jesus.
Ele falou da vida estuante, além do casulo físico.
E para provar que o que dizia era verdade, Ele próprio, após experimentar o "sono dos mortos", surgiu mais livre e mais brilhante que antes. Surgiu transfigurado.
Subiu, com a leveza de um "anjo alado", e desapareceu na imensidão azul, diante de muitas testemunhas, admiradas, na distante Galiléia...
E, mais de dois milênios depois, ainda existem aqueles que preferem acreditar que o que precisamos fazer é comer, comer, dormir e esperar o nada... Nada mais...

domingo, 6 de março de 2011

FAZER TUDO COM AMOR E ALEGRIA

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho.
Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.
O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova.
Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.
Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.

Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé Alegria.
Os outros trabalhadores lhe perguntavam: Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
O jovem olhou para os amigos e disse: Bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho.
Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições.
Não é justo que, agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.
Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: Como ele pode pensar assim?

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.
Um dia o senhor João pensou: Alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.
Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.

Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem quentinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda.
O rapaz aceitou prontamente. Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:
O que faz com que algumas pessoas sejam bem sucedidas e outras não?
A resposta do jovem veio logo: Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.
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Comentário:
Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca.
Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios.
Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos.
Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários; e que a sociedade é composta pelos cidadãos.
Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia.
E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história, que, mesmo numa situação aparentemente deprimente  para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente.
E, conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.